Maior produtora de resinas termofixas do país vai investir
mais de 20 milhões para ampliar sua produção de resinas.
A GPC Química, maior produtora de resinas, formol e metanol
do país, reúne em Curitiba os principais fabricantes de
painéis de madeira do Brasil, no dia 13 de agosto. O encontro
vai discutir a evolução tecnológica da indústria de resinas,
um dos principais insumos da indústria de painéis. Para
atender a demanda gerada pelo crescimento constante do setor
de painéis, a empresa projeta um investimento de mais de
R$ 20 milhões em suas fábricas. Atualmente a GPC Química
possui três unidades de produção de resinas instaladas em
Araucária, no Paraná, Gravataí, no Rio Grande do Sul e Uberaba,
Minas Gerais.
A GPC Química é resultado da fusão de duas grandes empresas
do setor químico nacional: a Synteko, maior fabricante de
resinas termofixas e vernizes do país e a Prosint, maior
produtora de metanol. A GPC Química surge como o braço químico
do Grupo Peixoto de Castro, que atua em outros setores como
siderurgia, finanças e imobiliário.
Com a fusão das antigas empresas, a GPC Química passa a
participar de toda a cadeia produtiva de resinas termofixas,
desde a fabricação de metanol até a venda no varejo. A capacidade
de produção da empresa hoje é de 840 mil toneladas por ano
de produtos finais e intermediários. O foco principal é
atender o crescente mercado nacional, que gera um faturamento
anual para a empresa de 500 milhões de reais.
Crescimento - O mercado de resinas para painéis de madeira
vem crescendo de forma consistente nos últimos anos devido
à aceleração dos mercados de construção civil e mobiliário.
A GPC Química é a principal fornecedora de resinas para
o setor de painéis de madeira, um dos que mais investe e
cresce no país. Tem atualmente capacidade para produzir
250 mil toneladas de formol e 350 mil toneladas de resinas
por ano. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria
de Painéis de Madeira (Abipa), as empresas devem investir
aproximadamente US$ 1 bilhão até 2010. O objetivo é ampliar
as áreas de reflorestamento e criar novas unidades de produção
de MDF e MDP, o que geraria um aumento de 40% na capacidade
produtiva do setor. A entidade estima que a produção anual,
que em 2007 atingiu a marca dos 4,5 milhões de metros cúbicos,
chegará a 10,0 milhões de metros cúbicos.
Fonte: Revista Fator Brasil - 15/08/2008
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