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Peixoto de Castro une Synteko com Prosint

Grupo cria a GPC Química, com faturamento anual de R$ 500 milhões e líder na sua área de atuação.
Passarella, ex-Petroflex, foi contratado para comandar a fusão dos ativos.

O Grupo Peixoto de Castro, que atua nas áreas de refino de petróleo (Refinaria de Manguinhos), química, siderúrgica e financeira, tem uma nova empresa, a GPC Química, resultado da fusão da Synteko e da Prosint Química, que já integravam o grupo. A GPC nasce com um faturamento de R$ 500 milhões e se consolida como maior companhia química do país nos segmentos de resina uréia/formol e metanol. A fusão de ativos ocorreu em janeiro, após reestruturação tocada por Wanderlei Passarella, convidado pela família Peixoto de Castro para comandar a GPC Química, informou ao Valor.

Além da consolidação, a família Peixoto de Castro decidiu profissionalizar a área química do grupo, mas já tem gestores independentes na área siderúrgica e na financeira, o banco Prosper. O grupo contratou a consultoria Monitor, de Fernando Musa, que elaborou a visão estratégica e de governança.

Musa recomendou a fusão das duas empresas químicas controladas pelo grupo e a adoção de medidas de governança na nova empresa, como a contratação de conselheiros independentes e a criação de uma diretoria-executiva profissional. A GPC Química, no entanto, não cogita abrir o capital. Quer se manter como é, sob o "guarda-chuva" da holding familiar, a GPC Participações , com ações negociadas na Bovespa.

Os planos de Passarella, ex-Petroflex, para dinamizar e expandir a GPC Química passam por investimentos da ordem de R$ 23 milhões para aumentar a produção da resina uréia/formal, das atuais 280 mil para 445 mil toneladas/ano até 2009, nas fábricas de Gravataí (RS) e Araucária (PR). A empresa tem ainda uma terceira unidade industrial de resina, em Uberaba (MG). A GPC Química detém hoje 50% do mercado brasileiro de uréia/formol , que era fabricada pela Synteko e tem como concorrentes duas multinacionais.

O consumo do produto somou 600 mil toneladas em 2007, devendo saltar para 1 milhão nos próximos três anos para atender a demanda aquecida da construção civil e da indústria moveleira, clientes da GPC. Esta resina é usada para fabricar sinteco para pisos, e serve como cola para juntar aglomerados de madeira, além de dar acabamento e resistência a painéis de madeira feitos pela Duratex, Eucatex, Satipel, Berneck e outras.

No metanol, um solvente que era feito pela Prosint e cuja matéria-prima é o gás natural, a GPC Química é líder e única produtora no país. O consumo é de 400 mil toneladas ao ano e a GPC produz 210 mil toneladas em sua fábrica no Rio. Outras 80 mil toneladas vêm da Cosenor, fábrica do grupo em associação com a Petrobras, em Camaçari (Ba). O consumo do produto deve saltar para 600 mil toneladas até 2011, na projeção de Passarella, porque é usado na produção de biodiesel, um mercado em expansão.

A GPC Química tem contrato de fornecimento de gás natural com a CEG-Rio, mas busca fonte alternativa para ampliar a produção de metanol.

A meta da nova empresa é ampliar o faturamento dos atuais R$ 500 milhões para R$ 1 bilhão nos próximos quatro anos. Segundo seus cálculos, a fusão da Synteko com a Prosint gerou sinergia de R$ 20 milhões, a serem aplicados na redução da dívida de R$ 200 milhões com bancos. Os recursos para investir poderão vir do BNDES. "Já entramos com carta consulta no banco", relatou o executivo.

Fonte:
Reportagem do Valor Econômico - 07/03/08

 

 
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